terça-feira, 3 de abril de 2012

Nada Mais

O colchão que afunda,
inunda meus sonhos
mais bizarros
deixemos de lado
o fardo carregado
mas de fato
se você fosse tao fardado assim
eu juro,carregaria até o fim

Nos velhos tempos solitários
eu era um grande otário
e não ter te visto antes
de todos os teus amantes
eu era o mais desgraçado
por não ter laçado
meu beijo no teu

Seria uma covardia tua
me encantar,me levar a lua
pra não dizer ' sou sua'
e se entregar
no trafegar da sua coxa
com a minha boca

Não me queira pela metade
que de verdade
não sou de puteiro
me sinto inteiro
se do meu lado
tiver o meu amado
que derramado
seja o clamado
amor existente
insistente...

Telespectador
do seu calor
deitado nos lençóis vermelhos
manchados de amor,
de joelhos
implorando mais
dois minutos,mais
dez anos,mais
uma vida inteira e nada
mais.

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