terça-feira, 26 de agosto de 2008

Decência, decadência, um certo estado de loucura em que vivemos, nos torna uma mais frios e irreais, e tão cheio de morais, e regras nas quais nos mesmos as pulamos, e nos castigamos, por não obedecer as nossas próprias regras, e vivemos de regime da cultura,e de alguns artefactos que melhoraria as nossas vidas e nos deixaria fora da rotina que nunca é igual mas mesmo assim a chamamos de rotina,ai olhamos de repente pro lado e quase nunca tem ninguém, e ficamos sempre esperando coisas dos outros,mas nos não falamos o que pensamos quase nunca já que ninguém fala o que pensa, vira um ciclo vicioso,maluco,e nos perguntam o que deixaremos aos filhos e netos, mas falam sobre o dinheiro, não adianta deixar a saudade muito menos as historias e aventuras que vivemos, afinal aparentemente cada dia que passa já vivemos uma aventura, a aventura de sobreviver a rotina infernal,a alienação chata, e as horas que DEVEMOS cumprir, e sem perceber, já passou toda a nossa vida, e conseguimos sobreviver, as vezes temos que extrapolar os limites, chorar até inchar o rosto,ficar carente, beber até cair ou coisas do tipo, as vezes vivemos numa bomba relógio, que nunca sabemos quando vai explodir, e se alguém vai desarma-la,e nossa memoria; decoramos números, musicas, datas, decoramos endereços,vida, nomes,piadas,ideias, decoramos o nosso dia, e sempre repetimos as mesmas palavras e frases e nunca mudamos os dialectos, e a mente; vive se esforçando cada dia mais e mais, só a minha que se mostra totalmente confusa e maluca,mas pelo menos aqui escrevo tudo sem medo de todos,e mesmo tudo ser sem sentido, eu sinto que todos entendem...mas nunca opinam, pois não faz parte da rotina...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Faço parte de um mundo tão louco que me enlouquece,
as pessoas entram na minha vida pra deixa-la de cabeça para baixo,
só porque ela já esta de cabeça pra baixo mesmo,
muitas vezes tenho vontade de dizer a elas de forma bem mal educada,
que não sou o que elas queriam ser,
tenho sonhos,
e quero realiza-los,
nem que isso me custe todo o meu tempo livre,
ninguém é mais importante do que eu,
parece egoísta,
mas se eu pudesse juntar tudo em uma coisa só,
o faria,
tenho meus finais de semana e quero mesmo vive-los como eu quiser,
e vivo sendo obrigada a fazer coisas que não quero,
e deixando de lado,
coisas importantes,
coisas essenciais.


















Minha "TPM" ta atingindo o nível mais alto de todos, é nesses momentos que quero descansar, minha cabeça ta a mil, e ninguém tem o freio, só quero um café quente deitar no sofá e ver um bom filme, não é pedir muito!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Ver TV, não me satisfaz, ler um livro, não me emociona mais, acho que hoje mais do que nunca preciso de algo novo melhor, e que não me dê enjoou!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

É inacreditável o bem que me faz ir aos treinos de artes circenses.
Amanhã volto a velha e chata rotina.
O que me faz bem é ter meu treino, e se possível você aqui!


"como arroz e feijão a perfeita combinação soma de duas metades"

domingo, 3 de agosto de 2008

A chuva me molha enquanto caminho sozinha, e não caminho em direcção alguma, apenas ando por ai, fico fingindo que sou alguém indo para algum lugar,alguém que alguém espera, mas não, o bom é andar na chuva,com o choro do céu tocando meus lábios, meu rosto, e fico molhada,é bom sentir o corpo tremendo de frio, o dente batendo, é bom sentir o cheiro da grama molhada dos parques, é bom ver que não tem nenhum noia e a calçada não esta cheia, e é triste me ver sem rumo, as vezes encontro alguém que me para pra me perguntar pra onde eu vou e como estou, eu minto claro, falo que vou pra casa de alguém e que estou otima ...é o bom de andar na chuva é que ninguém acha que você esta chorando e sim que tem agua na sua cara, é bom sentir seu pé cansado de andar,é bom meu cabelo molhado,é bom sentir que a chuva toca meu corpo, as vezes me sinto mais viva por isso, me sinto mais real, chego em casa e a casa esta vazia,esta otimo, tomo algum remédio pra não ficar doente, mas se eu ficar doente, não ligo,é mais uma coisa que me faz sentir estar viva, é mais um modo de ver o quanto eu sou de verdade,e de certa forma isso já me torna um pouco feliz...um pouco feliz.Acho graça, nas flores molhadas do jardim de inverno, dou risada com os cachorros brincando, e fico observando os cantos desconhecidos da minha mente, invento algum dialogo na cabeça,invento algum texto, e transporto tudo pra algum papel que já devo ter perdido, mas a memoria continua gravando,regravando, quando minha imaginação esgota, eu começo a rever minha memoria, coisas boas e triste que passei,ruins e boas,muitas vezes minha companhia é a mais essencial de todas, eu sozinha é muito melhor, não sendo egoísta,me sinto bela, quando não tem ninguém pra julgar, me sinto normal quando não tem ninguém pra me dizer que sou esquisita,me sinto, o que pra mim sentir é aparentemente raro,mas me sinto...sou de verdade, sou real,e sozinha não me sinto mais um numero, não me sinto alguém com nome sobrenome,data de nascimento, sexo nem nada, me sinto um objecto que ocupa lugar e espaço,e é isso que me consola, não desejo que as pessoas sintam minha falta, desejo sentir falta de mim mesma,talvez, acho que a chuva sentiria uma falta tremenda de mim,acho que sou a única pessoa que gosta de sentir o frio na pele, o rosto e o corpo molhado,sou a única que gosta de caminhar até sentir muita dor,a única que anda sem rumo,é eu sou única, e eu sei o quanto é cliché, mas eu sou diferente,não quero viver como todos vivem, mas as vezes sou obrigada,obrigada a me encaixar na sociedade tão chata em que vivemos,não preciso de tanto pra ser feliz, só preciso do pouco, e para os outros é pouco e tanto faz, ninguém é obrigado a saber do que gosto e odeio,é só uma questão de querer entrar dentro do meu mundo, mas a questão alheia não é questão nenhuma,entende?,não.Não fazem questão de estar no meu mundo, então logo não ligo, não sinto necessidade, ou talvez, as vezes, eu sinta falta de alguém que sabe de tudo que eu gosto,e de tudo que odeio, as vezes , eu gostaria que alguém alem da chuva ouvisse meus pensamentos e quisesse entrar no meu mundo,talvez frio,mas cheio de loucuras,mas quando entram,é só por curiosidade,e logo saem,e agora me cansei de entrarem e sair do meu mundo,agora 'meu mundo ta fechado pra visitações' a menos que queira entrar e jamais sair...o que pode ser até impossível,quem sabe algo alem da chuva, entre no meu mundo e nunca mais vá embora...é a chuva soube como me conquistar,pra sempre, porque eu sei que sempre,existe,sempre é eterno até minha morte...

sábado, 2 de agosto de 2008

E de certo modo minha frieza é a falta de esperança, falta de esperança pois já ouvi tantas coisas que fez bem aos ouvidos mas todas foram mentiras...a falta de questão; pois ninguém faz questão de que eu sinta algo, ninguém tenta ao menos conquistar minha desesperança, ninguém consegue provar o que fala, ninguém consegue ser de verdade, ninguém.E se fosse pra mim desistir de tudo que é tão difícil, acho que desistiria da minha vida, porque é difícil pra mim fazer coisas que odeio,e ter que deixar de lado as coisas que amo, é difícil mas não desisto,foram as dificuldades que hoje me tornam tão humana quanto pareço, e a desesperança é que me torna algo desumano, não me sinto triste,só me sinto agoniada, por ninguém querer e tentar fazer o possível pra que eu acredite em algo,hoje qualquer um te olha nos olhos e te diz te amo, hoje qualquer um sabe dizer coisas agradáveis, mais quem fala a verdade? e como saber?Pra mim: " o essencial é invisível aos olhos" e se quiser consegue-se ver dentro de meus olhos o que é essencial pra mim,e talvez o problema é que aprendemos a ouvir com os ouvidos e ver com os olhos, e sentir com a pele, em vez de ouvir,ver,e sentir com o coração,hoje fiz uma descoberta inacreditável, eu o tenho, e talvez congelado machucado e bem partido, ele ainda pode sentir, algo, e acho que estou aprendendo a ser mais humana e mais normal, graças a ti.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Seria tão bom sair por aquela porta e conhecer alguém sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante; alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras, que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse; alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal, que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada; alguém de quem eu não precisasse.. mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis, que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Alguém que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo. Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito;feito pra mim!