sábado, 7 de novembro de 2009

Um calor incontestável,uma chuva bate na madeira,como musica,faz parte de uma rotina que afável,amável,uma rotina que me olhou com os olhos brilhantes,cheirou até a ultima gotícula de meu perfume, chegou perto da minha boca,mas não me deixou sentir o gosto,uma rotina que me deseja ama e sente raiva,uma rotina que pegou na minha mão,entrelaçou os dedos,colocou o braço por cima de meus ombros,mas se segurou não deixando o calor entrar em meu corpo,uma rotina que não muda,e quando me acostumo,muda,e me faz chorar,uma rotina que vive de poesia tal quais eu sempre faço e nunca escrevo,deixo a memoria apaga-las,engolir-as,deixando que elas nunca retornem,mas essa rotina,hoje me olhou com paixão,negou o olhar,me deu a mão,mas me negou o calor,deixou meu coração palpitante,mas não deixou ele falar,essa rotina não me faz bem,hora faz calor,hora traz amor,deixa as estrelas nuas,mas não deixe eu toca-las,deixa as prostitutas nas ruas,pra fazer a cidade,deixa o carro apressado parar no sinal pra irritar o motorista,que nem sempre vê na pista a mulher de sua vida,a rotina beijou meu rosto e minha testa disse que me respeita,me desrespeita,maldita rotina insolente,deixou a musica entrar nos meus ouvidos,mas não deixou o som comer minha alma,deixou só uma mordida pra sentir um gosto meu,e eu que gosto sentirei,se chegaste tão perto de minha boca,tão próxima de minha pele tão só e tão leve,não deixou que meus braços se abrissem, não deixou que eu a amasse,essa rotina que muda constantemente,me deixou sozinha nas horas,são sempre 3 da manhã,sempre é aquilo que ela quer,ah rotina,um dia vou te ter,pra sentir seu gosto de café moído na hora,pra ver teu sorriso amarelado de cigarro,ver teus olhos brilhando,pra te convencer a tocar as estrelas...a rotina você um dia vai ser minha, só minha!

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